30 de mai de 2008

Lilith: a Lua Negra - ROBERTO SICUTERI


Sinopse: Essa é a história de Lilith, daquela que foi a primeira mulher de Adão, antes de Eva. Da mulher que não é pedaço do homem, não nasceu de sua costela. Foi criação independente de Deus, do mesmo pó que o homem. Mas Lilith era cheia de sangue e saliva, reivindicou sua igualdade, não se admitiu inferior e submissa. Reprimida, optou e foi relegada à convivência com o demônio e em sua revolta declarou guerra ao Pai, não deixando desde então os homens em paz.
    "Neste livro é contada a história de Lilith, a primeira companheira bíblica de Adão, cujos traços a consciência coletiva apagou, distraidamente, no tempo incomensurável em que se representa a história do homem. É a história de um incubo, de um sonho, ou então é a história da mais inquietante imagem derivada do arquétipo da Grande Mãe. Em todas as épocas o homem interroga a Lua; chegou mesmo a tocá-la com as mãos. Não obstante, não desvendou, para si mesmo, o mistério inconsciente, incluído em figurações e mitos que em certas épocas fazem-lhe apelo — do interior — com seu fascínio e com uma mensagem obscura que, seguramente, fala da alma e da carne, do amor e da morte. Isto porque fala da mulher. Lilith, a Lua Negra, é o céu vazio e tenebroso no qual se projetam indagações e possíveis respostas de um diálogo que não tem nada a ver com o racional e, muito menos, com o sistemático-clínico: é o diálogo que o homem entretém com a própria alma, vivida em sua totalidade, ou numa cisão-dolorosa. É uma fantasia, um trabalho de imaginação ardente, que o autor lhes apresenta sem, de nenhum modo, propor regras de leitura. Pode-se perceber que uma longa análise junguiana ensina, com surpreendente simplicidade, a transformar uma neurose, inteiramente vivida na dimensão sulfúrea da classificação nosográfica, numa enfermidade "criativa" onde a imaginação recupera seu próprio espaço e instaura sua festa. Assim, uma reflexão sobre o "feminino", sobre o instintivo, sobre as remoções e as cisões do arquétipo da anima, pode ser empreendida por um caminho que, embora não previsível, está bem distante da ars medica que quer encerrar novamente o imaginal naquela dimensão positivista-racional, apertada, da qual tanto nos custou poder sair. O texto só pretende narrar, restituir imagens, solicitar emoções. Deseja testemunhar uma viagem pelo inconsciente pessoal e coletivo através de várias épocas. Não há nenhuma resposta e nenhuma necessidade de verificação. Evocada, Lilith está aqui, em sua realidade de Sombra. E interroga cada um de nós. R.S."
     
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Um comentário:

Felix disse...

Criei um site para pesquisas de símbolos.
É um site livre e aberto onde pode-se postar livremente conteúdos sobre o assunto.
Gostaria muito que desse uma passadinha por lá.

http://www.symbolom.com.br/